Loading
svg
Open

Black Cat cinema regressa a Lisboa com 120 filmes

April 21, 20265 min de leitura

📷 Vera Marmelo

Uma seleção do melhor do cinema contemporâneo, fenómenos pop de culto e clássicos da 7.ª arte, que decorre em vários locais da cidade de 13 maio a 18 de outubro: o Black Cat Cinema, sala de cinema ao ar livre, volta a Lisboa com uma programação eclética composta por mais de uma centena de filmes.

Trata-se de uma celebração da cultura pop das últimas décadas que conta também com música, conversas, street food e atividades culturais.

Segundo Daniel Evans, criador e curador do Black Cat Cinema, “a nossa seleção cinematográfica é uma celebração da nossa cultura — da cultura pop. Programamos exatamente aquele filme que estás há meses (ou até anos) a tentar mostrar aos teus amigos. O filme cujas personagens habitam a nossa consciência, tão reais quanto as memórias da vida real. É o filme que nem acreditas que perdeste, ou aquele ao qual voltas repetidamente”, frisa.

Na temporada 2026 há mais de 60 filmes que nunca foram antes exibidos na Black Cat Cinema e um deles que nunca foi projetado num grande ecrã em Portugal: num esforço de trazer cinema de streaming para o grande ecrã, dá-se a estreia de “Saltburn” (2023) logo no início da temporada, em maio. A comédia negra de Emerald Fennell foi um exclusivo Amazon Prime.

O programa conta depois com o vencedor de Melhor Filme nos Oscars 2026, “Batalha Atrás de Batalha” (2025) – na noite de inauguração -, ou o vencedor da Palma de Ouro de Cannes 2025, o filme iraniano “Foi Só Um Acidente”. Ainda nas produções de destaque do ano passado, há sessões de filmes como “Hamnet”, “O Agente Secreto”, o sul coreano “Sem Alternativa” ou o norueguês “Valor Sentimental”.

Em paralelo, dá-se espaço a obras que visam celebrar a cultura pop cinematográfica. Há, por exemplo, uma sessão especial em junho de “Crepúsculo” (2008), o filme que iniciou a loucura da saga “Twilight” e que regressa ao grande ecrã passados 18 anos da sua estreia em Portugal; e ainda “Mean Girls” (2004), “500 Dias com a Summer” (2009), “Interstellar” (2014) ou “Chama-me Pelo Teu Nome” (2017).

Há ainda novos clássicos do cinema mundial, do francês “O Fabuloso Destino de Amélie” (2001), aos incontornáveis “Cinema Paradiso” (1988), “Pulp Fiction” (1994) ou “The Breakfast Club” (1985).

Dos clássicos da 7.ª arte, destacam-se “Casablanca” (1942), “Férias em Roma” (1953), “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) ou “12 Homens em Fúria” (1957).

A programação dedica também espaço ao cinema brasileiro, com sessões de “Ainda Estou Aqui” (2024) e “Cidade de Deus” (2002); à celebração do cinema musical com projeções de “Mamma Mia” (2008), “La La Land” (2016) no seu décimo aniversário e “Wicked” (2024); à descoberta do terror com “American Psycho” (2000) ou “Hereditary”; e às obras mais marcantes do cinema autoral como “Mulholland Drive” (2001) do saudoso David Lynch, “2001 – Odisseia no Espaço” (1968) de Stanley Kubrick ou “Paris, Texas” (1984) de Wim Wenders.

Algumas das sessões de cinema programadas vão ter convidados ainda por confirmar ao longo da temporada, mas é já certo que na sessão de 21 de junho, com “10 Coisas Que Odeio Em Ti” (1999), o Black Cat Cinema contará com a presença do produtor executivo Seth Jaret.

Toda programação de 2026 pode ser vista em dois cinemas ao ar livre, no claustro da Igreja da Graça e no terraço do Palácio do Grilo. No plano musical, o evento conta com uma novidade e que é uma parceria: uma vez por mês, uma curadoria a cargo da editora lisboeta Cuca Monga apresenta um artista que complementa a sessão de cinema desse dia.

A programação completa pode ser consultada através do site theblackcatcinema.com e os bilhetes já estão disponíveis, através da Ticket Tailor.

svg
error: O conteúdo está protegido!!